Hebreus 4.16
Efésios 2.8-9; Mateus 7.21; João 8.7; Lucas 18:9-14; Romanos 5.20; Romanos 6.14)
O tratamento de Deus ao pecado nunca foi castigo, foi busca de volta à sua presença. A graça é uma das maiores revelações do amor de Deus pela humanidade. Ela mostra que a salvação não é uma conquista baseada no esforço humano, mas um presente recebido através da fé em Cristo (Efésios 2.8-9). Aprender sobre a graça nos livra da expectativa de condenação que sempre nos perseguiu. Não estamos mais condenados, fomos livres pela graça! Não somos mais dominados pelo pecado, mas livres para chegar a Deus em todo tempo. O relacionamento com o Pai não depende de nossa condição, mas do que Ele fez por nós. A graça, então, diminui a seriedade do pecado? Não, pelo contrário. Ela aponta que o pecado é tão sério que devemos recorrer a Cristo para tratá-lo.
O pecado da justiça própria — O pecado não é apenas um erro de comportamento ou uma falha ocasional, ele revela uma condição do coração humano. Uma das maiores prisões do pecado é a ilusão da justiça própria. Ela se manifesta quando pensamos “ser merecedores” (Mateus 7.21) ou ainda capazes de apresentar soluções, tanto para os próprios pecados quanto para os de outros. Quando uma mulher foi achada em flagrante adultério, Jesus mostrou que todos precisavam reconhecer suas próprias falhas antes de condenar alguém (João 8.7). Na parábola do fariseu e do publicano, a justificação veio pela graça oferecida a um pecador, não pelos méritos de um religioso (Lucas 18.9-14). A graça se manifesta quando entendemos que não podemos chegar até Deus pelos nossos esforços, nem vencer o pecado por nossa força. Onde o pecado revelou nossa queda, a graça revelou o tamanho do amor de Deus (Romanos 5.20).
A graça que liberta — Receber a graça de Deus não significa apenas ter os erros do passado perdoados, significa receber uma nova identidade e experimentar uma verdadeira transformação. Jesus não morreu somente para retirar nossa culpa, Ele morreu para quebrar o domínio que o pecado exercia sobre nós (Romanos 6.14). A graça não é uma autorização para continuar preso aos mesmos erros, mas o poder de Deus nos capacitando a vencê-los. O pecado sempre oferece algo que parece bom no início, mas o intuito é sempre nos escravizar e afastar do propósito de Deus. Mas quando a graça entra em nossa vida, ela muda nossos desejos e passamos a valorizar mais as coisas espirituais do que as passageiras. É ela que fortalece nossas decisões de caminhar sempre na direção do Pai.
Conclusão: A graça não é Deus ignorando o pecado, é Deus vencendo o pecado através de Cristo. Ela revela que não somos salvos porque somos fortes, perfeitos ou merecedores, mas porque encontramos um Salvador cheio de amor e misericórdia. Quem entende a graça deixa de tentar provar seu valor para Deus e começa a viver uma nova vida como resposta ao grande amor que recebeu.
Compartilhamento: 1. 1. Em algum momento você já tentou se aproximar de Deus baseado mais nos seus esforços do que na graça de Cristo?
2. Qual área da sua vida você entende que a graça de Deus ainda precisa transformar e conduzir para uma nova direção?
