A graça que nos alcança

Romanos 5.20

 Leitura participativa: Efésios 2.8-9; Hebreus 4.16; Isaías 64.6; 2 Coríntios 12.7-9; João 3.16; 1 Timóteo 2.3-4

O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos de Roma para solidificar a doutrina da fé, explicando: “Onde o pecado aumentou, a graça aumentou muito mais”. Isso significa que, por maior que seja o erro humano, a graça é capaz de se sobrepor. A Lei mostrou o pecado, mas não podia salvar. Ela apenas revelou nossa incapacidade de viver longe do pecado. Então, Deus apresentou algo maior: a graça. Não como um plano de emergência, mas para demonstrar o Seu amor eterno. Pela graça, recebemos, em Cristo, aquilo que nunca poderíamos conquistar sozinhos.

Muitas vezes ouvimos que graça é “favor que não merecemos”. Isso está certo, mas graça é ainda mais que isso. Graça é Deus nos dando perdão, novas oportunidades e força para viver de forma diferente (Efésios 2.8-9). Não é permissão para errar; é poder para mudar, tendo a compreensão do elevado grau de amor que recebemos. A graça veio para nos ensinar a viver de maneira que agrade a Deus, não por pressão, por força de doutrina ou cobrança, mas de forma espontânea.

Precisamos entender algo importante: nossa oração não muda quem Deus é. Deus já é bom, já é amoroso e já decidiu nos salvar. A oração é um presente da graça para transformar o nosso coração (Hebreus 4.16). Quando oramos, não estamos convencendo Deus a nos amar mais; estamos aprendendo a confiar mais. O problema é que temos a tendência de achar que merecemos as coisas porque oramos, jejuamos ou fazemos boas obras. Nossa performance não toca o coração de Deus; a fé, sim (Isaías 64.6).

Temos uma falsa expectativa de que Deus deve agir conforme o que imaginamos. A graça quebra essa lógica, porque ela não funciona por mérito, mas por amor. Podemos até melhorar atitudes, mas, sozinhos, não conseguimos mudar nosso coração. O esforço tem limite. A graça começa exatamente onde nossa força termina. Veja o que Paulo experimentou (2 Coríntios 12.7-9). Não somos salvos porque somos fortes, mas porque Deus é misericordioso.

Segundo João 3.16, a graça é direcionada a todos os pecadores. Assim sendo, não somos nós que a direcionamos. Por isso, comunicar a graça a todos é nosso dever diário. Falhamos nisso? Sim, pois somos seletivos ao pensar que Deus nos envia somente às pessoas do nosso ciclo, como parentes, amigos e vizinhos. Somos multiplicadores e devemos ser usados para que todos se salvem (1 Timóteo 2.3-4).

Conclusão: A graça é o que nos sustenta todos os dias. Onde erramos, Deus oferece perdão, porém, onde tentamos merecer, Ele nos lembra que tudo já foi consumado. Não é uma corrida para provar algo sobre nós e, o quanto nos tornamos bons, mas para revelar o quanto Deus nos ama. Quando confiamos em tudo o que Cristo fez por nós, somos fortalecidos para levar a graça a outros. É isso que multiplica uma célula e povoa o céu.

Compartilhamento

  1. Você já percebeu momentos em que tentou “merecer” algo de Deus?
  2. O que precisa mudar hoje para que você viva mais pela graça e menos pelo esforço próprio?

Escrito por: 

Adeneir Sousa - Pastor da Igreja Ammigo em Senador Canedo. CEO do projeto Ammigo Kids - Ministério com crianças.