Jó 42.5; Salmo 42.1; Oseias 6.3; 2 Coríntios 9.8; Êxodo 20.12
Conhecer a Deus é um processo. Jó declarou que antes conhecia o Senhor apenas de ouvir, mas, depois de tudo o que viveu, pôde dizer: “Agora os meus olhos te veem” (Jó 42.5). Esta é a realidade de muitos: conhecem a Deus somente pelo que ouvem falar a Seu respeito. Quando ouvimos falar de uma pessoa que ainda não conhecemos, criamos uma imagem dela e passamos a tratá-la conforme essa imagem. Não podemos apenas ter uma imagem de Deus, pois ela pode estar errada. Precisamos conhecê-Lo o mais profundamente que pudermos.
A graça gera sede da presença — Um dos primeiros sinais que surgem quando iniciamos o conhecimento de Deus é o desejo de ter mais de Sua presença. Quanto mais conhecemos a Deus, mais queremos Sua presença. Davi comparava seu desejo à sede da corça que suspirava pelas águas (Salmo 42.1). Assim como a corça suspirava para continuar vivendo, Davi entendia que, sem a presença de Deus, não poderia viver.
Há uma confusão em nosso entendimento a respeito da caminhada com Deus. Imaginamos que, ao passarmos pela cruz aceitando Jesus, a obra em nossa vida já veio completa. Claro que a cruz foi fundamental para nossa fé. Nela encontramos perdão, o amor de Deus e a salvação. Houve uma transformação significativa em nossa vida, mas a cruz foi apenas o começo de uma jornada que a graça nos proporcionou. Ainda há muito a aprender e conquistar. A graça não veio somente para nos salvar; veio também para nos transformar (Oseias 6.3).
A presença gera gratidão — Uma vez que compreendemos a graça e tudo o que ela gerou em nós, passamos a desenvolver uma virtude muito importante: a gratidão. Quem aprendeu a ser grato reconhece que existem coisas em nossa vida que não produzimos sozinhos. Recebemos de Deus, mas também de pessoas. Alguém nos ajudou, ensinou, abriu uma porta, acreditou, perdoou, serviu ou permaneceu conosco. A graça precisa produzir memória. Quem se lembra do quanto recebeu aprende a agradecer. Quem quer ser abençoado precisa aprender a ser abençoador. Por isso, precisamos colocar gratidão em nosso trabalho, nas amizades, na família, na igreja e, principalmente, em nosso relacionamento com Deus. Quanto mais compreendemos o que recebemos, menos espaço existe para a ingratidão.
A gratidão gera generosidade — A generosidade é consequência natural de quem percebe que foi abençoado. Deus não deseja que Sua bênção termine em nós. Aquilo que chega às nossas mãos pode encontrar continuidade na vida de outra pessoa. Generosidade não está limitada ao dinheiro. Podemos repartir tempo, atenção, conhecimento, oportunidades, palavras, cuidado e recursos. A graça nos tira da mentalidade de apenas receber e nos ensina a repartir. Quem reconhece que recebeu muito começa a perguntar: “O que posso fazer com aquilo que Deus colocou em minhas mãos?” (2 Coríntios 9.8).
A generosidade gera honra — Quando aprendemos a reconhecer o que recebemos, também aprendemos a reconhecer pessoas. Honrar é atribuir valor, demonstrar consideração e não tratar como comum aquilo que teve ou tem importância em nossa caminhada. Em alguns momentos, a honra pode até representar uma dívida de gratidão. Curiosamente, muitas vezes temos facilidade para reconhecer pessoas distantes e dificuldade para honrar quem está perto, dando-nos motivação e suporte. Admiramos quem vemos de longe, enquanto nos acostumamos com quem nos serve todos os dias. Talvez por isso um dos primeiros ambientes em que Deus nos ensina honra seja justamente onde estão aqueles que estão mais perto: dentro de casa. “Honra teu pai e tua mãe” (Êxodo 20.12).
Conclusão: Existe um caminho acontecendo dentro de nós. Quanto mais conhecemos a Deus, mais percebemos Sua graça; quanto mais percebemos Sua graça, mais agradecidos nos tornamos; quanto mais agradecidos, mais generosos; e quanto mais generosos, mais aprendemos a honrar. O amor de Deus não foi colocado em nós para permanecer apenas como uma experiência pessoal. Ele precisa frutificar. A evidência de que caminhamos com Deus também aparece na maneira como tratamos, servimos, abençoamos e honramos pessoas.
Compartilhamento:
Olhando para sua caminhada, qual dessas virtudes precisa frutificar mais em você hoje: gratidão, generosidade ou honra? Existe alguém próximo que tem feito parte da sua história, mas a quem você ainda não demonstrou adequadamente sua gratidão e honra?
Dinâmica para esta lição: Você é uma árvore
