Gerando um ambiente de bênção

  Lucas 7.36–40

Salmos 147:3;  2 Coríntios 2.4-15; João 4.5-6; Mateus 26.41; Mateus 5.16; 1 Coríntios 1.10

Lucas relata um momento marcante na casa de Simão, um fariseu. Enquanto Jesus estava à mesa, uma mulher entrou trazendo um frasco de alabastro com perfume e começou a chorar aos pés de Jesus, enxugando-os com seus cabelos e derramando o perfume sobre Ele. Quando o vaso foi quebrado, o perfume se espalhou por todo o ambiente. Esse detalhe revela uma verdade espiritual importante: aquilo que é quebrado diante de Deus transforma o ambiente. A verdadeira adoração nasce de um coração quebrantado e sua fragrância alcança todos ao redor (Salmos 147:3).

Esse ato também tinha um significado profundo. Reis eram ungidos para seu propósito, e Jesus estava sendo preparado para cumprir a obra da salvação. Essa história mostra que ambientes não são neutros. Pessoas geram ambientes, e aquilo que carregamos no coração inevitavelmente se espalha.

Corações formam o ambiente — O perfume só se espalhou porque o vaso foi quebrado. Da mesma forma, ambientes espirituais são produzidos por corações rendidos a Deus. Ambientes de alegria, construção e edificação não surgem por acaso; são resultado de atitudes e palavras que edificam. Em casa, no trabalho e na igreja precisamos cultivar respeito e honra. Lugares de bênção não combinam com xingamentos, agressividade ou desrespeito. Você tem construído ambientes com cheiro de vida ou cheiro de morte? (2 Coríntios 2.4-15)

Ambientes de bênção também enfrentam oposição — Mesmo em um ambiente espiritual, o inimigo tenta agir. Judas levantou uma crítica contra aquele ato de adoração, tentando transformar um momento espiritual em um debate aparentemente lógico (João 4.5-6). Isso mostra que ambientes de bênção muitas vezes atraem oposição espiritual. O problema não estava no gesto da mulher, mas no coração de quem observava (Mateus 26.41).

Falta de entendimento gera instrumentos do inimigo — Judas não compreendia o que estava acontecendo naquele ambiente. Algo semelhante acontece quando pessoas não entendem o propósito da igreja. Quando falta entendimento, surgem fofocas, críticas e palavras que ferem. Cada cristão precisa assumir sua responsabilidade para que a igreja seja um ambiente de cura e edificação (Mateus 5.16).

Palavras revelam caráter — Na mente de Judas ele fazia uma crítica inteligente, mas suas palavras revelaram intenções distorcidas. Muitos agem assim tentando demonstrar sabedoria ou controle. A Bíblia nos orienta a falar a mesma coisa (1 Coríntios 1.10) e viver em unidade. Nosso papel não é julgar, mas ajudar nossos irmãos a vencer suas dificuldades com amor.

Conclusão: Naquela casa havia dois tipos de coração: um quebrantado que espalhou perfume e outro crítico que tentou contaminar o ambiente. Todos os dias escolhemos qual ambiente vamos produzir ao nosso redor. Nossas palavras e atitudes liberam vida ou destruição. A maturidade cristã nos chama a proteger os ambientes de bênção que Deus nos dá, cuidando do nosso coração e das nossas palavras.

Compartilhamento

Que tipo de ambiente você tem produzido nos lugares onde vive: um ambiente de vida e edificação ou um ambiente marcado por críticas e palavras destrutivas?

Dinâmica para esta lição: O ambiente que criamos

Escrito por: 

Adeneir Sousa - Pastor da Igreja Ammigo em Senador Canedo. CEO do projeto Ammigo Kids - Ministério com crianças.