Bons relacionamentos

Efésios 4.32

Relacionamento é embarque – Nem toda forma de relacionamento é benigna, por isso precisamos de cuidado para que nossa comunhão seja sempre baseada em princípios divinos. Relacionamentos podem ser comparados a viagens. Ao nos relacionarmos com alguém, entramos juntos em uma jornada. Casamento é um exemplo claro disso: um embarque que exige companheirismo, direção e perseverança. No entanto, essa lógica se estende a amizades, parcerias ministeriais e a comunhão na igreja. Alguns desembarcam cedo, outros seguem até o destino. Entenda que não é a distância que define a qualidade da viagem, mas o compromisso de caminhar junto. Até onde vai a viagem com as pessoas importantes que Deus tem colocado em seu caminho?

Relacionamentos entre pessoas de Deus não podem ser fundamentados em sentimentos – No convívio cristão, é comum lidarmos com frustrações, decepções e ressentimentos. Porém, a base do nosso relacionamento não deve ser aquilo que sentimos, e sim aquilo que Deus promete e a consistência do propósito ao qual abraçamos. Os relacionamentos na igreja têm base eterna. Veja o exemplo de Noemi e Rute: ambas destruídas por perdas, mas decidiram caminhar juntas em um propósito maior. Deus restaurou tudo (Rute 1.16-17). Que o seu relacionamento com os irmãos esteja firmado não nas emoções, mas na aliança. Que você possa transmitir aos seus irmãos a segurança de que estará com eles até o fim.

Relacionamentos têm custo – Muitos evitam se relacionar por acharem que o preço é alto. Outros acreditam que comunhão profunda “não vale a pena”. A verdade é que relacionamentos saudáveis exigem renúncia, tempo, empatia e disposição para investir. Eles não se sustentam sozinhos, sempre custarão algo: orgulho, conforto, preferência pessoal. E mesmo assim, são extremamente valiosos. Relacionar-se, além denecessário, é escolher sair de si mesmo e entrar no mundo do outro.

Antes de aprender a pedir, aprenda a conviver – Deus nos criou para a convivência (Gênesis 2.18). Conviver é “Viver com” e representa mais do que estar presente: é participar, contribuir, compartilhar. Muitos veem a igreja apenas como lugar de pedir bênçãos, mas ela também é espaço para ofertar presença, amizade e cuidado. A Bíblia diz: “pedis e não recebeis, porque pedis mal”. (Tiago 4.3). Isso mostra que o problema não está apenas nas palavras, é mais sobre quem somos do que o que falamos para Deus. Quem aprende a conviver bem, amadurece até mesmo na forma de pedir (Colossensses 3.12).

Conclusão – Um relacionamento saudável é sustentado por perdão e maturidade. Quando o mal se aloja no coração, o perdão é o antídoto que nos liberta do veneno emocional. Mas nem tudo precisa ser confrontado ou corrigido com dureza: também existe o “relevar”. Relevar é deixar o mal passar sem dar a ele o poder de nos ferir, é consolar e aliviar o peso do outro com amor, assim como o Deus fez conosco (Salmos 103.10). Consolar é mais que palavras: é caminhar junto e ajudar a carregar os fardos. Isso é relacionamento saudável.

Compartilhamento:
Pense com sinceridade: Quais atitudes você pode assumir essa semana para fortalecer seus relacionamentos, mesmo diante de frustrações ou diferenças?

Escrito por: 

Adeneir Sousa - Pastor da Igreja Ammigo em Senador Canedo. CEO do projeto Ammigo Kids - Ministério com crianças.