Salmos 40.1-3
As lutas que enfrentamos podem deixar marcas profundas na alma. O peso das batalhas muitas vezes nos faz questionar se seremos capazes de continuar. O trauma das guerras internas e externas pode minar nossa esperança e nos levar a acreditar que estamos fracassando. No entanto, o que parece derrota pode ser, na verdade, o prenúncio de uma grande vitória. Foi assim com Davi ao enfrentar Golias. O jovem pastor não se intimidou com o tamanho do gigante, porque sabia que sua força não vinha dele mesmo, mas do Senhor. (Salmos 40.1)
Cada desafio é um treinamento. O tempo da luta não deve ser desperdiçado com murmuração ou desespero, mas sim usado para acumular experiências com Deus. As dificuldades nos moldam, nos ensinam e nos preparam para o propósito maior (1 Samuel 17.34-35). Quando tudo se dificulta demais, não é tempo de se entregar ao medo, mas de revisar a caminhada. Como estão nossas raízes no Senhor? Elas são profundas o suficiente para nos sustentar na tempestade? (Salmos 1.3)
Outra revisão essencial é a força dos nossos laços. A tendência natural em tempos de guerra é o isolamento, mas essa é uma das piores decisões. A solidão amplifica as dores e potencializa os traumas. Deus nos criou para vivermos em comunhão, sustentando uns aos outros. Precisamos de irmãos na fé para nos fortalecerem, para nos lembrar de quem somos e, principalmente, de quem Deus é. A caminhada juntos é revigorante (Tiago 5.16)
No entanto, para atravessar tempos difíceis, não podemos seguir o padrão do “relampejo” que é um brilho momentâneo em meio as trevas. Muitos vivem longe da vontade de Deus, fazendo tudo que o desagrada, mas, de tempos em tempos, buscam uma “dose” de espiritualidade, publicando versículos e consumindo devocionais prontos. Essa vida superficial não sustenta ninguém na guerra. Precisamos de um relacionamento contínuo que produza intimidade profunda com Deus. Não podemos jamais nos esquecer que o Pai nos conhece, além do que falamos ou divulgamos. Ele sabe quem realmente somos.
Além disso, precisamos ser curados da “judasiscariotice”, a doença dos que andam com Jesus, comem com Jesus, aprendem com Jesus, mas nunca abandonam o coração perverso. O cristianismo não pode ser apenas um rótulo ou uma aparência. Precisamos ser transformados de dentro para fora buscando uma espiritualidade que seja capaz de discernir a diferença entre uma provação e uma armadilha preparada por nosso adversário (1 Pedro 5.8).
Conclusão: Por fim, é essencial lembrar: uma grande luta nem sempre aponta para algo negativo. Se a batalha é maior do que nós, devemos lembrar que Deus também é maior do que nós. Grandes desafios podem ser indícios de grandes propósitos. As guerras nos preparam para honras maiores, para um testemunho mais forte e para uma fé mais inabalável.
Compartilhamento: Oremos para que Deus fortaleça nossas raízes n’Ele, cure nossos corações e nos ensine a caminhar com resistência e comunhão, sem superficialidade, mas com profundidade e entrega total.